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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Síndrome do ninho vazio e e exames de ( des) rotina







Meu Amor,


Você sabe que o câncer acabou desencadeando decisões muito rápidas na vida de meus filhos. Afinal o diagnóstico da doença os fez repensar sobre suas próprias vidas.Sonhos adiados foram concretizados e esforços para que as relações que estavam vivendo dessem certo foi a pauta do momento.


Minha melhora tornou tudo mais fácil para todos, graças a Deus, e Samuel resolveu investir numa relação e deixá-la mais forte, sem tanto idas e vindas e vai acertando seu rumo na vida, o que me deixa feliz e menos ansiosa, Isabel, há cinco anos está fora de casa e finalmente Elisah, minha caçula resolveu fazer seu percurso e foi para Natal ( RN)com o amor de sua vida.


Eu??? Despenquei e me sinto exatamente assim:



" Psicólogos explicam que a Síndrome do Ninho Vazio é um problema bastante comum, “ acontece principalmente com mulheres que não desenvolveram outro papel, senão o de mãe “.  É uma fase complicada para mulheres que passaram vinte e poucos anos de suas vidas dedicando-se exclusivamente aos filhos: quando eles vão embora, elas perdem o chão. “ Para diversas pessoas a realidade nua e crua de que os filhos estão deixando o ninho é uma viagem solitária e amedrontadora, um fardo pesado demais para se carregar” . A síndrome do ninho vazio não é uma doença física ou psíquica, não se trata de uma fobia ou de frescura, sequer é um vírus contagioso. Ela é sim, uma profunda tristeza que pais enfrentam quando os filhos deixam o lar. A mulher em especial sente-se inútil, já que não precisa " mais desenvolver o papel de mãe. Os dias ficam tristes e a vida parece boba."



Estou tentando entender meus sentimentos e estou sendo sincera com eles, mas não estou entregue a minha tristeza. E estou tentando seguir este conselho:


" A solução para isso é viver a própria vida e não a vida dos filhos ou dos netos. Cada pessoa deve viver dentro dos seus dias, mesmo que isso signifique alguma dose de solidão necessária. A individualidade é um bem muito precioso que precisa ser respeitado e é também a única forma de perceber-se no universo como parte de um todo distinto de si. O amor excessivo mata a expressão pessoal como água demais pode matar uma planta. Na arte de bem viver, o bom senso – até para amar- é a medida."


To tentando... to tentando..........






Cássia 

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